Sub

_Alguns dados sobre os jornais locais_

Exposição "150 anos da Imprensa Local"


http://www.youtube.com/watch?v=tf--bV0qThA

Reportagem sobre a exposição "150 anos da Imprensa Local", que esteve patente na Biblioteca Municipal até ao fim de Maio de 2014.

Um trabalho efetuado pela equipa de estagiários do Curso Profissional Técnico de Multimédia.


150 anos da Imprensa Local

No âmbito da Comemoração dos 150 anos da Imprensa Local no concelho de Albergaria-a-Velha e do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, a Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha assinalou, na tarde de 3 de maio, estas efemérides com a inauguração de uma exposição documental sobre o tema e uma Mesa Redonda aberta à Comunidade, que reuniu representantes dos veículos de comunicação informativa locais.

A exposição documental 150 anos da Imprensa Local pretende trazer ao conhecimento do público a diversidade de títulos que se editaram no concelho ao longo de um século e meio. Nesta mostra, é possível admirar diferentes formatos, géneros, orientações políticas, bem como a evolução gráfica e de conteúdo de alguns títulos emblemáticos, como o Correio de Albergaria, Jornal de Albergaria ou Beira Vouga e tantos outros que pela primeira vez são apresentados e que de alguma forma surpreenderam o público. Esta também é uma forma de agradecimento a todos aqueles que, ao longo de um século e meio, quantas vezes com sacrifício pessoal e familiar, trouxeram a público jornais que relatam os acontecimentos de 150 anos de tudo o que de relevante foi acontecendo no concelho.

Após a inauguração da exposição, Helena Vidinha (D´Angeja), Mário Jorge Lemos Pinto (Jornal de Albergaria), Amaro Neves, Fausto Meireles, Augusto Silva e Fernanda Ferreira (Beira Vouga) e Sara Vinga da Quinta (Correio de Albergaria) partilharam as suas opiniões e experiências sobre os órgãos de comunicação locais numa Mesa Redonda. Na generalidade, todos concordam que os tempos não estão fáceis para os jornais locais, que exigem um grande espírito de entrega e bastante polivalência para chegarem ao público. Infelizmente, por vezes parece que os leitores não valorizam o jornal da sua terra, especialmente os mais jovens, mas não há dúvida de que têm um papel importantíssimo na comunidade. A imprensa local consegue gerar sentimentos de pertença e ajuda a construir a identidade de um território. É de destacar, ainda, que os jornais podem ser um elo entre a terra natal e os portugueses espalhados pelo Mundo, que gostam de conhecer as notícias do seu concelho,

CMA, 07/05/2014


Por ocasião do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, a Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha celebrou os 150 anos da Imprensa Local reunindo, em Mesa Redonda aberta à Comunidade, representantes dos veículos de comunicação informativa da região.
Fernanda Ferreira - Beira Vouga, dir. 2008-
Augusto H. Silva - Beira Vouga, dir. 1991-2005
Maria Helena Vidinha Trindade - D´Angeja, dir. 2004-
Delfim Bismarck Ferreira - Correio de Albergaria, dir. 2012-2013 (moderador)
Sara Vinga da Quinta - Correio de Albergaria, dir. 2013-
Mário Jorge Lemos Pinto - Jornal de Albergaria, dir. 1993-2011
Fausto Meireles - Beira Vouga, dir. 1985-1991
Amaro Neves - Beira Vouga, dir. 1974-1975

Rui Tavares - Arauto de Osseloa, dir. 1984-1985 (ausente)

Foi produzida uma brochura muito interessante alusiva à exposição com informação sobre os vários títulos e reprodução dos jornais em exposição ou dos cabeçalhos dos mesmos.

A exposição documental estará patente durante o mês de maio de 2014 na Biblioteca municipal de Albergaria-a-Velha.

Exposição em Maio de 2014


Exposição 150 anos da Imprensa Local (Concelho de Albergaria-a-Velha)

Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha

Exposição durante o mês de Maio de 2014

3 de Maio de 2014 - Mesa redonda com directores de alguns dos mais recentes jornais locais (Beira Vouga, Correio de Albergaria, D'Angeja, Jornal de Albergaria, Linha da Frente e O Arauto de Osseloa)

03.MAIO.2014 - 17H. Mesa Redonda 150 ANOS DA IMPRENSA LOCAL - Inauguração da Exposição Documental


BEIRA VOUGA

O Beira Vouga atinge as mil edições

Assinalamos com esta publicação, a milésima edição do Jornal Beira Vouga. Cada edição que chega às mãos dos nossos leitores é fruto de um trabalho que reúne os esforços de toda uma equipa que se empenha para que seja possível assegurar, com dignidade, a cobertura informativa dos concelhos de Sever do Vouga e Albergaria-a-Velha.

Esta milésima edição representa o esforço e o envolvimento de muitas pessoas que, ao longo dos 52 anos do Jornal Beira Vouga, se dedicaram a este projecto. Dos fundadores aos ex-directores, passando pelos funcionários, colaboradores e anunciantes, sem esquecer para quem trabalhamos todos os dias, os nossos leitores.

Para que esta milésima edição fosse possível, foram muitos os obstáculos ultrapassados ao longo dos tempos. Das saídas irregulares, durante o período da Revolução dos Cravos, aos cortes das pequenas verbas de indiscutível interesse público pelo Governo, as dificuldades foram sendo contornadas pelos vários responsáveis deste projecto, como acontece até os dias de hoje.

Fundado, em 1941, por Vasco de Lemos Mourisca, o Jornal Beira Vouga durante vários anos serviu apenas o concelho de Albergaria-a-Velha. A sua primeira fase teve a duração de 12 anos (1941/1953) e chegou a ter Augusto Martins Pereira como seu proprietário. Em 1962 o Beira Vouga dá inicio a sua segunda fase e ressurge pelas mãos de José Figueiredo, proprietário da Tipografia Vouga e agora também do jornal. A partir de 1980, as dificuldades económicas fazem com que as saídas sejam irregulares e em 1985 Fausto Meireles retoma a publicação. Mais tarde, pelas mãos de Augusto Silva, novo proprietário do jornal, o Beira Vouga passa a abranger também Sever do Vouga.

Numa fase mais recente, depois de mais de dez anos, à frente do jornal, Augusto Silva, cujo esforço para manter esta publicação deve ser reconhecido, despediu-se do título e, em Maio de 2005, o Beira Vouga passou a fazer parte do Grupo Media Centro, que abraçou o desafio de dar continuidade a este projecto. Os últimos oito anos trouxeram uma maior estabilidade ao Beira Vouga que viu reforçada a sua componente informativa.

Beira Vouga, 2ª quinzena de Setembro de 2013

17-Set-2013

Publicações Periódicas Activas


Lista das publicações periódicas activas
por distrito (na quarta-feira, 24 de Abril de 2013)

Distrito de Aveiro
Albergaria-a-Velha 

Título: Beira Vouga
N.º registo: 102077
Periodicidade: Quinzenal
Director: Maria Fernanda de Jesus Ferreira
Proprietário: Rádio Soberania - Empresa de Radiodifusão, Lda
Morada redacção: R. da Torre, 3
Localidade:
Código postal: 3740-264 Sever do Vouga.
Concelho: Sever do Vouga
País: Portugal
E-mail: beira.vouga@sapo.pt
Site: www.beiravouga.pt http://www.jornalbeiravouga.com
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Título: D'Angeja - Mensário Informativo e Cultural
N.º registo: 124642
Periodicidade: Mensal
Director: Maria Helena Vidinha Trindade
Proprietário: Associação Os Amigos do Jornal D'Angeja
Morada redacção: R. António Castilho
Localidade: Angeja
Código postal: 3850-406 Angeja
Concelho: Albergaria-a-Velha
País: Portugal
E-mail: d.angeja@mail.pt
Site:
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Título: Correio de Albergaria
N.º registo: 126254
Periodicidade: Quinzenal
Director: Delfim dos Santos Bismarck Alvares Ferreira
Proprietário: Tertúlia de Letras, Lda.
Morada redacção: Praça Ferreira Tavares, 1
Localidade:
Código postal: 3850-053 Albergaria-a-Velha
Concelho: Albergaria-a-Velha
País: Portugal
E-mail: correiodealbergaria@gmail.com
Site:

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(inactivo deste 2011)

Título: Jornal de Albergaria
N.º registo: 116661
Periodicidade: Quinzenal
Director: Mário Jorge Lemos Pinto
Proprietário: Cooperativa de Comunicacao Social de Albergaria, C.R.L.
Morada redacção: Av. Bernardino M. Albuquerque, 9
Localidade:
Código postal: 3850-132 Albergaria-a-Velha
Concelho: Albergaria-a-Velha
País: Portugal
E-mail: jornal.albergaria@hotmail.com
Site: www.jornaldealbergaria.no.comunidades.net











Livros e jornais

Os objectivos deste blog passam pela disponibilização na internet de informações sobre os títulos publicados na imprensa local de Albergaria-a-Velha. É um mero repositório de algumas informações que tínhamos em nosso poder. A maior vantagem é poder estar disponível para um maior número de pessoas interessadas nestes assuntos.

No blog aproveitámos sobretudo o estudo sobre a "imprensa periódica do distrito de Aveiro" de António Zagalo dos Santos publicado, em 1943, no "Arquivo do Distrito de Aveiro" vol. IX, nº 36 porque era a informação que tínhamos em nosso poder.

O livro "Albergaria e o seu Concelho" (1944-1957) do Dr. António de Pinho tem uma secção dedicada aos jornais locais e os dados não são muito diferentes da informação que tinha disponibilizado anteriormente a Zagalo dos Santos . No blog foi feita uma entrada com as poucas diferenças entre o artigo e o que aparece no livro.

Aquando do falecimento do Dr. Albuquerque Pinho, ocorrido em 30/09/2002, foram referidos alguns dos projectos que deixou por publicar, nomeadamente: 1/Roteiro de Arte Nova; 2/ Personalidades;  3/Jornais de Albergaria; 4/Colectânea de artigos publicados na imprensa albergariense; 5/Livro de Poemas; ou 6/Monografia de Alquerubim. Alguns seriam em colaboração com o Dr. Delfim Bismarck Ferreira.

O Dr. Delfim Bismarck Ferreira revelou, no dia 14 de Agosto de 2012, no facebook do grupo Amo A Minha Terra que estaria "quase pronto um livro sobre a imprensa no concelho de Albergaria". Como a empresa proprietária do novo "Correio de Albergaria", da qual foi primeiro director, também se vai dedicar à edição de livros não deverá demorar uma edição mais completa e mais cuidada sobre o tema.

Poderia ser completada com uma exposição, também referida anteriormente, com os vários títulos conhecidos. Recordamos também a doação feita recentemente, ao Arquivo Municipal de Albergaria, pelos herdeiros de José Figueiredo (Tipografia Vouga).

CORREIO DE ALBERGARIA



Em 1 de Agosto de 2012 surge o "Correio de Albergaria" na sua 3ª série. Delfim Bismarck Ferreira surge como director e Sara Vinga da Quinta como sub-directora.

Ligação - facebook



Quinzenário, Preço 0,60 Euros, 1 de Agosto de 2012

O jornal surge após o fim do "Jornal de Albergaria" em Agosto de 2011 e recupera o título de um dos jornais mais emblemáticos do concelho.

A história das outras séries do "Correio de Albergaria" já aqui foi apresentada:

http://jornais-aav.blogspot.pt/2008/07/correio-de-albergaria.html

http://jornais-aav.blogspot.pt/2008/07/correio-de-angeja-e-albergaria.html

JORNAL DE ALBERGARIA



Longe vai o ano de 1993 em que um grupo de albergarienses se congregou em torno do projecto de (re) construir um jornal verdadeiramente local que, com seriedade, empenho e inteligência, servisse o concelho de Albergaria-a-Velha.

Servir Albergaria era encarado sob duas perspectivas: por um lado, dar notícia dos pequenos/grandes acontecimentos da vida das nossas gentes e das nossas instituições. Notícias que não teriam lugar em jornais de maior dimensão, mas que nos interessavam, pois, fazendo parte do nosso quotidiano, eram pedaços da nossa vivência mais chegada. Por outro lado, discutir a nossa comunidade e a nossa terra, pensando uma e outra como uma realidade histórica, vindo coerentemente do passado e projectando-se no futuro.

Interessava um jornal local que soubesse colocar com clareza questões eternas e tão óbvias como as de saber 'de onde vimos´, 'quem somos´, 'para onde vamos'. Ou seja, questões de identidade sócio-cultural.

Infelizmente, da equipa inicial de pessoas que pensaram o projecto, poucos foram os que vieram a participar regularmente na sua execução. Bem decisiva, pelo contrário, veio a revelar-se a colaboração e o apoio de quem não foi fundador, mas que abraçou o projecto de um jornal local com entusiasmo e verdadeiro sentido cívico.

Mário Jorge L. Pinto, Jornal de Albergaria, 25/02/2004

O Jornal de Albergaria é um jornal quinzenal que foi fundado no dia 15 de Fevereiro de 1993. É um projecto informativo de serviço público que tem como objectivo corresponder às necessidades dos cidadãos que se preocupam com o desenvolvimento, evolução e bem-estar do concelho de Albergaria-a-Velha.

As linhas de orientação são o rigor e isenção, conceitos bases no jornalismo, apostando na diversidade de informação com o intuito de ir ao encontro do interesse público dos cidadãos.

A primeira e única preocupação do Jornal de Albergaria são os leitores.

Jornal de Albergaria, 31/10/2005

O Jornal de Albergaria é um jornal quinzenal que foi fundado no dia 15 de Fevereiro de 1993. Terminou em 12 de Agosto de 2011 com a publicação do nº.420.

Era propriedade da Cooperativa do Jornal de Albergaria e o primeiro e único director  foi Mário Jorge de Lemos Pinto

Anteriormente tinha existido o “Jornal d'Albergaria” que apareceu no dia 13 de Maio de 1911 e se manteve durante sessenta anos.

Jornais no Arquivo Municipal

Um exemplo de doação foi o de Jorge Figueiredo, neto do proprietário da Tipografia de Albergaria, de quem herdou uma colecção de 801 jornais da região do Vouga datados entre 1888 e 1945.

Este espólio encontra-se agora disponível para consulta do público em geral no Arquivo Municipal, que dispõe de um moderno equipamento de procura de documentação desenvolvido no âmbito do programa Sal-On Line.

Trata-se da digitalização dos documentos para uma melhor visualização e fácil utilização. A Câmara assegura que é um método simples de consulta, acessível a todos.

-- aquando da inauguração do Arquivo Municipal (AMA)

Jorge Manuel Arede Figueiredo, professor, doou diversos jornais locais antigos, muitos deles com mais de 100 anos (...)

-- no segundo Aniversário do AMA

Nota: José Figueiredo - Proprietário da Tipografia Vouga (mais tarde Tipografia de Albergaria) foi o grande responsável pela manutenção da imprensa periódica de Albergaria-a-Velha.

Jornais de Angeja

Angeja pode orgulhar-se não só de ter com o seu nome os primeiros jornais do concelho, mas de ter vários periódicos ao longo de quase meio século, os quais sempre despertaram o maior interesse entre os angejenses e gente de outras terras em redor. Eles contribuíram para a difusão de ideias e de notícias pelos centros de emigração; deram opiniões sobre a vida e as ansiedades locais; foram críticos, por vezes exagerados; concorreram para angariação de fundos para obras de interesse local; e são hoje fonte para o conhecimento da época.

O BOUQUET D'ANGEJA foi o primeiro. Surgiu no dia 18 de Março de 1887. Apresentava como redactores Ricardo M. Nogueira Souto e Aníbal de Leão. O primeiro era natural de Angeja e então terceiranista de Medicina e o segundo era funcionário dos correios no Porto e poeta. Saíra da Imp. Real de Pereira da Silva, Praça de Santa Teresa-Porto e a redacção situava-se na Rua do Pinheiro, 61-Porto.

-----A apresentação do semanário sob título "A nossa missão" é bem o reflexo do sonho de Ricardo Souto de difundir a instrução e o progresso, tão à moda da época. Diz que vem preencher uma lacuna, pois "É a instrução o credo fundamental déste semanário (...) será um tanto noticioso e não de todo estranho à politica do nosso concelho e d'Angeja, (...) parecerá temeridade (...) crear um jornal n'uma terra tão obscura como é Angeja (...)".

-----O primeiro número é predominantemente literário, trazendo algumas notícias políticas do país e nenhuma de Angeja, continuando quase sempre assim. A partir do nº 20, de 20 de Julho de 1887, passou a denominar-se GAZETA D'ANGEJA, título com o qual terminou em 15 de Fevereiro de 1888, nº 51, menos de um ano depois.

A VOZ D'ANGEJA apareceu em 29 de Julho de 1906, como "semanário independente, órgão dos interesses d'Angeja e do concelho d'Albergaria-a-Velha". Era seu "Director e Redactor principal - Camilo Rodrigues; Administrador - L. Pádua e Director - Thomaz de Pinho Ravara". A Redação e Administração ficavam na Praça - Angeja e a Comp. e Imp. fazia-se na Typ. a Vapor - Largo do Espírito Santo, Aveiro.

-----O Director, então com 31 anos, dirigiu jornais em Angeja ininterruptamente durante nove anos, o que é um assinalável feito. Continuou a colaborar em jornais do concelho e nos posteriores de Angeja. Em 1923 deixou a vila, tendo-se fixado em Lisboa.

-----Na apresentação do seu periódico diz o Director "É o jornal, hoje, a forma vibrante de manifestar uma ideia (...) Angeja, ninguém pode negá-lo, é hoje uma terra de largos recursos materiais, a qual tem tido por instrumentos da sua riqueza uma iniciativa e actividade incomparáveis exercidas (...) por muitos dos seus filhos dispersos por differentes e distantes partes do paiz e do mundo. (...) É enorme (...) o culto pelo progresso da sua terra (...) onde residem as cinzas dos seus maiores. Por isso chamavam muitos pela criação d'um jornal na sua terra que synthetize a mais sãs e legítimas aspirações d'ella e delles. (...)."

-----Foi um jornal noticioso, combatente pelo progresso da terra, tendo divulgado em razoáveis gravuras aspectos da população e das belas paisagens ribeirinhas, bem como publicou fotografias de diversos beneméritos locais, cuja obra difundiu.

-----Terminou em 1910, com o nº 250, quando Camilo Rodrigues, tendo comprado a sua tipografia, associou os dois periódicos sob o título CORREIO DE ANGEJA E ALBERGARIA, surgindo em 3 de Junho de 1911, impresso em Angeja, em tipografia própria. Denominava-se "Orgão dos interesses do concelho de Albergaria-a-Velha" e tinha como Proprietário, Director e Redactor, Camilo Rodroigues, cujo nome vinha não em letra de imprensa, mas em assinatura floreada. O Editor era Guilherme Dias Capela. De um lado do título trazia uma fotografia panorâmica de Angeja e do outro uma de Albergaria ambas de má qualidade as quais, depois de alguns números, não passavam de enormes borrões negros, acabando por ser eliminadas. O primeiro número vinha com o nº 518 que era o seguinte da numeração do Correio de Albergaria e o nº 251 de A Voz d'Angeja. O novo periódico perdeu a maioria das facetas locais dos seus antecessores tendo-se voltado para a política nacional, dado o impacto da implantação da República.

-----Veio a terminar em 1 de Maio de 1915.

Em 4 de Janeiro de 1924 surgiu "O DESPERTAR DE ANGEJA" como "Semanário Independente, noticioso e literário", apresentando: "Direcção, Editores e Proprietários - Dr. Ricardo Souto, A.M. Nogueira, Camilo Rodrigues, Manuel Araújo e Adelino Bastos". Era composto e impresso na Tip. Progresso - Aveiro.

-----O Director, que se mantém até final, é o Dr. Ricardo Souto, já então regressado à sua terra. Dos redactores iniciais logo saiem Camilo Rodrigues e Adelino Bastos, este para o Brasil, de onde ainda colabora, e aquele para Lisboa.

-----Na apresentação, sob o título "Aos Conterraneos e Visinhos", o Director diz que o jornal "representa um pensamento de puro patriotismo e de sinceros intuitos educativos" ideia que manifestara já no seu primeiro semanário. Dirige-se aos emigrantes - "seus filhos mourejando a vida com o fim de virem mais tarde repousar na terra natal", porque "este jornal pela sua feição noticiosa e ao mesmo tempo defensor e propagandista dos interesses morais e materiais desta região (...) é mensageiro de boas novas para os que desta região vivem ao longe e ao perto (...)". Ainda "representa este jornal um intuito sinceramente educativo. É esta a sua feição principal. Sem desprimor para ninguém (...) é a falta de educação a causa suprema da anarquia mental e social que tanto caracteriza o nosso meio (...)"

-----O periódico, com esta intenção tão cara ao director, teve interesse geral e nele ainda hoje se encontram, para além de notícias da época, uma série de memórias históricas da autoria do Prior António Marques Nogueira com utilidade para conhecimento do passado comum.

-----Durou um ano, pois terminou com o nº 50, em Janeiro de 1925.

O POVO DE ANGEJA apareceu em 27 de Dezembro de 1924, como "Defensor dos interesses da Freguezia". Tinha como"Proprietário, Director e Editor - Dr. Santos Reis, Redacção e Administração - Angeja. Comp. Imp. Cyrne - Estarreja. Colaboradores - Podem ser pessoas honestas".

-----Na sua apresentação se afirmava que este quinzenário comum "verdadeiro defensor desta terra e ao mesmo tempo farol brilhante e capaz de guiar a bom caminho este povo (...)". "Defendendo os interesses cá do burgo, se louvarão os bons actos e castigarão os maus e os criminosos (...)". E ainda "nesta árdua tarefa a fim de espalharmos Luz e Instrução".

-----Logo no primeiro número, ao longo de quase duas páginas, se vê a intenção básica do periódico, numa questão pessoal do Director, contra familiares e outras pessoas, "afecta à Justiça da Comarca de Albergaria-a-Velha". A agressividade expressa em virulentos ataques pessoais provocou processos judiciais e um mal-estar generalizado. O Directo era médico em Lisboa e nas férias anunciava no jornal que exercia medicina na sua casa de Angeja.

-----Dadas as características do semanário, a Redacção e Administração mudaram diversas vezes, passando por Estarreja, Aveiro e Lisboa onde se fixou a partir do nº 42. Publicou-se com bastante irregularidade. Trazia, no entanto, com alguma frequência notícias locais e chegou a divulgar gravuras com postais de Angeja, em má impressão.

-----Terminou com o nº 176 (ano 8º), em 31 de Outubro de 1932, segundo creio, pois não encontrei qualquer outro jornal com data posterior.

-----Recuperando o título e a gravura de O DESPERTAR DE ANGEJA, saiu em 27 de Março de 1927 o nº 1 da II série deste periódico, agora denominado "Quinzenário Independente e Defensor dos interesses Regionais". Tinha como Proprietário, Director e Editor - Arménio Martins e como Secretário de redacção - C. Menezes Leite. A Redacção e Administração eram na Rua do Guedes, 5 - 3º Esq. Coimbra e imprimia-se na Tipografia Progresso, de Aveiro.

-----Foi uma réplica ao periódico do Sr. Santos Reis a quem atacava com a mesma linguagem e conceitos semelhantes. O Director era então estudante de Direito em Coimbra, embora natural de Angeja, tendo chegado posteriormente a advogar na Comarca de Albergaria-a-Velha.

-----O periódico não passou no nº 5, com data de 29 de Maio de 1927.

-----Todos estes jornais, com facetas bem distintas, fazem hoje parte do património cultural de Angeja.

http://7mares.terravista.pt/angeja/imprensa.html

Dados constantes do livro sobre Angeja do Dr. Albuquerque Pinho. Alguns dos dados dos vários periódicos já estavam no blog.

D'ANGEJA


O D'Angeja é da propriedade da Associação os amigos do jornal D'Angeja. A directora é Maria Helena Vidinha Trindade.

O jornal começou em Junho de 2004 como mensário cultural e informativo. Regressou em Maio de 2009 depois de estar inactivo quase um ano. Voltou a ser lançada uma nova edição em Agosto de 2010.

contactos:

Jornal D'Angeja, Apartado 15, 3850 Angeja; jornaldangeja@yahoo.com

BMA
BLX

BRISA


Revista mensal de literatura, cinema, desportos e reportagens gráficas, propriedade de José Figueiredo e direcção de Manuel Homem de Albuquerque Ferreira, publicada em Albergaria-a-Velha.

1939/1949

DA
(2ª fase)

Revista mensal de cultura, arte, regionalismo, cinema e desporto
direcção e edição de Manuel Homem Ferreira
Nº1 - Maio 1946
Nº3/4 - Março/Abril 1948

O ARAUTO DE OSSELOA

Bib Aveiro
Uns anos mais tarde o Vasco lançou o seu sonho tremendamente misto: o «Arauto de Osseloa», a que pretendeu dar um cunho original, ainda que com perda de certos pruridos libertários e anti-clericais (...)

in "Memórias cívicas, 1913-1983" - Manuel da Costa e Melo (1988)


O Arauto de Osseloa era um caso sui-generis no panorama da imprensa regional, um bocado ao estilo do Jornal do Fundão do António Paulouro. Era um jornal regional, mas era também e porventura essencialmente, um farol de cultura. Pouco tempo sobreviveu à morte do seu director, um desalinhado dos cânones tradicionais da velha cultura lusitana, um intelectual e um artista de estéticas porventura consideradas algo extravagantes para o marasmo do meio naqueles anos, mas inegavelmente um homem de grande envergadura intelectual. Chamava-se Vasco de Lemos Mourisca e certamente em países que valorizam mais os seus vultos das letras seria alguém com lugar marcado na história. Tendo nascido em Portugal e atrevendo-se a desafiar a ordem vigente, foi alguém que só os conterrâneos e poucos mais recordam...

Leão Amarelo / CdC, 29/07/2010

Jornal quinzenário com divulgação nacional. Incluía o suplemento jurídico "Toga". Nos últimos anos chegou-se a ponderar a mudança do nome do jornal uma vez que não era apenas um jornal local.

O Espólio Piteira Santos do Centro de Documentação 25 de Abril (Universidade de Coimbra) inclui os seguintes exemplares: ARAUTO (O) DE OSSELOA. 1976: Ano 3, nº 64; 1982: Ano 8, nºs 177, 178, 181, 188, 189; 1984: Ano 9, nºs 216, 217

Mahomed Yiossuf Mohamed Adamgy era autor da secção "O Islamismo em Foco", nos anos de 1983/1984. Manuel da Costa e Melo foi outro dos colaboradores.

Nº 1 - 16 de Novembro de 1972
Nº 228 - 1 de Janeiro de 1985 [ano 9]

prop. ed. e dir. Vasco de Lemos Mourisca



Nota: o dr. Vasco de Lemos Mourisca faleceu em Dezembro de 1984

VOUGA

http://blogdealbergaria.blogspot.pt/2013/11/vasco-de-lemos-mourisca-advogado-e.html
Revista cultural.

Jornal semanal de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro.

1934-1935

DA

Revista Ilustrada de Propaganda, "Vouga" (1931); 

LINHA DA FRENTE


Na altura tinha abandonado o meu projecto empresarial de ter um jornal nos concelhos de Sever do Vouga e Albergaria-a-Velha - em Abril de 2001 - e estava eu em Coimbra para ultimar os meus estudos.

Edgar Jorge in Actas Diárias

Linha da Frente / propr. e dir. Edgar Jorge
AUTOR(ES):      Silva, Edgar Jorge Ribeiro da, 1969-, dir.
PUBLICAÇÃO:      Sever do Vouga: Edgar Jorge, 1998-

NOTAS:      Descrição baseada em: a. 1, n.º 1 (8 out. 1998).

SEMANAL - [(08 out. 1998)]-

Sever do Vouga (Portugal)
Cedrim do Vouga (Sever do Vouga, Portugal)
Albergaria-a-Velha (Portugal)
NUMERAÇÃO:     [Ano 1, n.º 1 (8 de outubro de 1998)]-

SV

O semanário "Linha da Frente" era publicado no concelho vizinho de Sever do Vouga mas também abrangia o concelho de Albergaria-a-Velha.

Edgar Jorge é filho de Augusto H. Silva e também foi colaborador do Beira Vouga. O Beira Vouga começou por ser publicado em Albergaria mas com Augusto Silva mudaria para Sever do Vouga e passou a abranger os dois concelhos.

DADOS SITE JF ALBERGARIA

CORREIO DE ALBERGARIA

Em 1901 ressurge o “Correio d’Albergaria” que com o passar dos anos não só adquire novo formato como é substituído pelo “Correio D’ Angeja e Albergaria” em 1911. Terminou em 1 de Maio de 1915.

JORNAL DE ALBERGARIA

No dia 13 de Maio de 1911 aparece o “Jornal d’Albergaria” que manteve durante sessenta anos a sua publicação apesar de alvo de suspensões revolucionárias, cortes de censura e falta de papel. Volta a ser editado em 1993, sob a forma de quinzenário.

BEIRA VOUGA

Em 13 de Abril de 1941 surge o “Beira Vouga” sob a forma de quinzenário, terminando em 13 de Agosto de 1953. Volta a aparecer em 1 de Agosto de 1962.

A GAZETA

A Gazeta” um semanário regionalista editado ao longo do segundo semestre de 1934.

ARAUTO DE OSSELOA

O “Arauto de Osseloa" um quinzenário que desapareceu com a morte do seu director Dr. Vasco Mourisca. [Incluía] “Toga” suplemento mensal de divulgação jurídica

VOUGA

“Vouga” revista mensal iniciada em 1931. Até 1935 publicou sete números

BRISA

“Brisa” revista mensal que iniciou em 1946 e terminou em 1947.

Fonte: Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha

PREGOEIRO LITERÁRIO

O Pregoeiro Literário - formato 20x29 - «Hebdomário grátis» anunciador de obras literárias. O 1º nº saiu em 31 de Outubro de 1899. Redactores - Daniel de Pinho e Cassiano Barreto. Editor - Honório Vasconcelos.

(Fonte:Albergaria e o Seu Concelho)

LE PAPILLON

Le Papillon - formato 12x19. «Hebdomadaire». Copiografado, todo escrito em francês, e muito ilustrado com desenhos vários, do punho do redactor João de Pinho. Começou em 2/07/1893 e terminou com o nº 4, em 23 de Julho do mesmo ano. O copiografo funcionava mal pelo que mandou vir de Paris uma nova maquineta, de nome - autocopista, que não deu resultado. Eram redactores - João de Pinho e Padre José Luiz Ferreira da Silva. Publicava-se com 12 páginas, além das capas, que eram também escritas e ilustradas.

(fonte:Albergaria e o Seu Concelho)

O REFLEXO

O Reflexo - formato 24x37. «Quinzenário humorístico e noticioso» impresso na Tip. Silva, desta vila. Começou em 12 de Maio de 1918 e terminou com o nº 12 em 5 de Dezembro do mesmo ano. Directores e editores - Delfim Álvares Ferreira e Nestor Mendes. Delfim Ferreira despediu-se no 3º número.

(Fonte: Albergaria e o Seu Concelho - António de Pinho)

Publicações Periódicas Registadas no ICS


versão do site de 18/03/2005
[dados desactualizados]

Beira Vouga (Quinzenal)
Director Augusto Henriques Silva
Proprietário Jornal Correio de Sever do Vouga Ldª
Redacção R. Santo Antonio 48
C.Postal 3850.000 ALBERGARIA-A-VELHA
Telefone 234551759
Fax
Email


D'Angeja - Mensário Informativo e Cultural (Mensal)
Director Maria Helena Vidinha Trindade
Proprietário
Redacção R. António Castilho
C.Postal 3850-406 Angeja
Telefone 234911163
Fax 234911163
Email d.angeja@mail.pt


Jornal de Albergaria (Quinzenal)
Director Mário Jorge Lemos Pinto
Proprietário Cooperativa de Comunicação Social de Albergaria C.R.L.
Redacção Av. Bernardino M. Albuquerque 9
C.Postal 3850.000 ALBERGARIA-A-VELHA
Telefone 234522237
Fax 234522237
Email jornal.albergaria@mail.telepac.pt


[dados desactualizados]

versão do site de 18/03/2005

Livro Dr. António de Pinho

O livro "Albergaria e o Seu Concelho" (1944-1957) do Dr. António de Pinho inclui uma secção com os jornais do concelho. Inclui dados sobre 36 títulos.

Não refere os títulos "Tribuna Livre" e "Mocidade".

1-O Vesicatório
2-Bouquet de Angeja
3-Folha d'Albergaria
4-O Movimento
5-A Religião da Mulher
6-O Clamor
7-O Timbre
8-O Albergariense
9-A Situação
10-Le Papillon
11-Correio d'Albergaria
12-Mexeriqueiro
13-O Pregoeiro Literário
14-O Condor
15-A Voz d'Angeja
16-Jornal d'Albergaria
17-Correio d'Angeja e Albergaria
18-O Concelho de Albergaria [sem., 28/10/1911-20/01/1912]
19-Progresso de Alquerubim
20-A Democracia do Vouga
21-O Artista
22-O Binóculo
23-O Concelho de Albergaria [ver títulos nºs 18 e 19]
24-O Reflexo
25-O Anunciador
26-O Traquinas
27-O Despertar d'Angeja [seman., 4/1/1923-11/1/1924]
28-Povo d'Angeja
29-O Cafeteiro
30-Gazeta d' Albergaria
31-O Despertar d' Angeja [quinz., 27/3/1927-29/05/1927]
32-Moralizador
33-A Gazeta
34-Vouga
35-Beira Vouga
36-Brisa


Notas finais:

24-Reflexo
10-Le Papillon
13-O Pregoeiro Literário
34-Vouga
35-Beira Vouga
36-Brisa

JORNAIS DE ALBERGARIA-A-VELHA

Os objectivos deste blog passam pela disponibilização na internet de informações sobre os títulos publicados na imprensa local de Albergaria-a-Velha. Por isso aqui incluimos o artigo de António Zagalo dos Santos publicado no "Arquivo do Distrito de Aveiro".

Títulos não mencionados no artigo:

- O Pregoeiro Literário
- Le Papillon - Semanário [02-07-1893 / 27-07-1893]

Lista de titulos que ainda não existiam à data de publicação do referido artigo:

--Revista Vouga [1931/1935]
--Revista Brisa - [Abril-1946 / Dezembro-1947]
--Beira-Vouga - [13-04-1941/13-08-1953]
--Beira-Vouga - [01-08-1962/28-03-1991]
--Arauto de Osseloa - [1972/1983]
--Beira-Vouga [Concelhos de Sever de Vouga e Albergaria-a-Velha] - [28-03-1991/]
--Jornal d’Albergaria - Quinzenário [19-02-1993/]
--Linha da Frente [Concelhos de Sever de Vouga e Albergaria-a-Velha]
--Jornal d’Angeja - Mensário [2004/]

Actualmente estão activos os seguintes títulos:

- Jornal de Albergaria - Quinzenário

- Beira-Vouga - Quinzenário

- Jornal D'Angeja - Mensário

Periódicos Regionais

Dentro de um ano conclui-se um século [120 anos em 2008] sobre o aparecimento dos dois primeiros jornais publicados com periodicidade e continuidade na nossa terra:

O primeiro foi a «Folha d'Albergaria» saído a 19 de Julho de 1888. Publicou doze números e não durou mais de três meses.

O segundo foi «O Movimento», começado em 1 de Dezembro de 1888. Veio a terminar 15 meses depois, com a saída do n.° 133. Era um bissemanário e foi um dos melhores jornais do concelho.

Tiveram vida curta, como se vê, mas outros se lhes seguiram, pouco depois e ao longo de todo um século.

Naquela época, a ânsia de saber e a difusão da instrução marchavam, lado a lado, em fúria romântica contra o analfabetismo. Nesse sentido, os periódicos regionais constituíam uma base fundamental e indispensável da informação regíonal, nacional e também internacional.Eram os veículos apropriados e, em muitos casos, únicos para levar às gentes das aldeias, vilas e mesmo cidades, e aos emigrantes, a notícia, o comentário, o ensinamento, a nota elegante ou necrológica da vida local.

Os jornais da Província eram um misto de gosto apaixonado e de duro sacrifício pela obra de difusão cultural que constituíam. Eram geralmente fruto de um trabalho dedicado e pertinaz de um pequeno grupo, apoiado, sempre em correspondentes assíduos, quase todos perdidos no anonimato do pseudónimo ou da maiúscula envergonhada. Sob a força aglutinante da coragem do Proprietário e da batuta do Director, eles escreviam a notícia e a crónica, a aspiração e a crítica, a poesia e a historiazinha ingénua, o ensaio e a divulgação, reclamavam e batiam-se como os cruzados afonsinos, com fé e coragem, pelo engrandecimento e expansão das suas terras.

E tudo desinteressadamente, quando não com prejuizo contínuo e malquerenças acumuladas.

Foi sempre assim entre nós, ao longo deste século. Praticamente nunca faltou um jornal e tantas vezes apareciam dois e três, contemporâneos úteis, desejados e apreciados.

Em Albergaria-a-Velha, terra de emigrantes, desde os primeiros periódicos do século passado que se encontra a notícia que lhes é dirigida, a nota que lhes diz respeito ou mesmo a correspondência e a crónica que de além-mar enviavam manchadas da cera da vela e das lágrimas da saudade com que foram escritas. Os jornais da nossa terra são um manancial espantoso para a compreensão do fenómeno -sociológico das bolsas albergarienses, a princípio, nos brasis, nas áfricas e nos orientes e, mais tarde, também nas américas e nas europas. O estudo da interacção e interrelação contínuas com os díspares estratos sociais dos nossos emigrantes terá um dia de ser feito se quisermos, conhecer a evolução da nossa gente. E os jornais são preciosa fonte de investigação.

Alburquerque Pinho / Beira Vouga nº 406 de 1 de Agosto de 1987

BEIRA VOUGA

BEIRA VOUGA: A PROFÍQUA CAMINHADA DE UM JORNAL (2)

No artigo, anterior procurei dar uma visão da Segunda fase do «Beira Vouga», que agora entrou no seu 25.° ano. Mas, antes desta, teve uma outra fase com períodos igualmente brilhantes num contributo assinalável para a cultura e a vida da nossa região.

PRIMEIRA FASE: 1941 / 1953

O primeiro número saiu a 13 de Abril de 1941 e apresentava-se como «quinzenário defensor dos interesses da região. Tinha como «Director, editor e proprietário - Vasco de Lemos Mourísca», como «administrador - José de Oliveira Neves» e era «composto e impresso na Tipografia Vouga - Albergaria-a-Velha». Vasco Mourisca, então com 30 anos, tinha deixado a vida agitada e aventurosa das tertúlias e do Parque Mayer de Lisboa e o curso inacabado de Direito e fixara-se em Albergaria, na casa de seus pais. Espírito vivo, poeta e prosador já publicado, resolvera dedicar-se ao jornalismo regiona1ista, que vem a ser afinal a sua grande paixão até à morte. Tem uma maneira muito directa e muito pessoal de escrever e de fazer um jornal. E isso cativa e arrasta os leitores.

O «Beira Vouga» vai ser um jornal diferente e polémico,. informativo e combativo. São principalmente jovens os seus colaboradores, mas também há nomes, conhecidos no universo do pensamento nacional. Alguns dos que virão a ser dos mais assíduos colaboradores da segunda fase iniciaram-se neste primeiro período e aindaa gora continuam escrevendo com regularidade, como é o meu caso e o do Augusto de Lemos Henriques Pinheiro «Beira Vouga» é o nome mais feliz e significativo de todos os periódicos do nosso concelho. E por isso continua e continuará até se tornar no jornal com maior longevidade da vila, ultrapassando o já extinto «Jornal de Albergaria», que durou mais de meio século. O que terá originado o seu aparecimento?

Regressado à terra, enquanto acalmava dos excessos da vida lisboeta e preparava a conclusão do curso na Faculdade de Direito de Coimbra, Vasco Mourisca lançou-se nesta aventura nova e necessária ao seu espírito inquieto. É quea sua constante ânsia de mudança e o seu irrequietismo não se coadunavam com a vida estagnada molemente na Albergaria do início dos anos quarenta. O jornal iria ser a tribuna regional em que se reflectíria o pensamento do director e não fugiria ao clima da Guerra no degladiar violento entre os Aliados e os Alemães, cujas propagandas animavam as discussões de café entre os anglófilos e os germanófilos. Era o tempo em que ninguém de são espírito, nem a fiel BBC, na voz vibrante e irónica do Fernando Pessa, seria capaz de conceber a louca barbárie nazi. Então, no dia 13 de Abril de1941, já lá vão 46 anos, aparecia o «Beira Vouga», apresentando-se num longo artigo de fundo «Sinfonia de Abertura» com o seu programa e a afirmação do Director como discípulo de António Sardinha, defensor de «uma acção eminentemente cristã» e dos «interesses locais - o localismo».

O titulo do quinzenário, era assim justificado: «Escolhemos para título jornal «Beira Vouga», pretendendo com ele significar que não viemos só em defesa dos interesses da vila, mas, mais extensamente, nos de toda a região por onde o Vouga serpeia, argênteo e belo. É neste sentido que entendemos a palavra localismo supra-citada». A juventude, o entusiasmo e a capacidade do Director e do grupo de colaboradores de que sempre se rodeou conseguiram que o jornal ultrapassasse o período difícil da 2.a Guerra com regularidade nas suas 6 a 12 páginas, sensivelmente com o formato, que ainda hoje tem.

Entrado já no quarto ano de publicação, no n.° 71, aparece como Sub-Director - Delfim Álvares Ferreira, num ajuda, que procura conceder ao Director algum tempo disponível para concluir o curso de Direito e entrar na advocacia. Em 26 de Maio de 1946, passados já mais de cinco anos sobre o aparecimento do 1º número Vasco Mourisca abandona, a direcção do seu primeiro jornal.

No artigo «Adeus, Beira Vouga» anuncia que vai entrar na esfera de actividades da ALBA É o que efectivamente se verifica no n.° 99, de 15 de Dezembro. de 1946, em que surgem as indicações da mudança. Proprietário-Augusto Martins Pereira; Director - Albérico Martins Pereira; Editor -José Bertão Ribeiro; Redacção e Administração - Cavada Nova, Albergaria-a-Velha,Tel. 6. A composição e impressão continuam na Típ.Vouga.

No artigo de fundo - «Explícando», diz-se que o Dr. Vasco Mourisca, pela nova orientação que pretendeu dar à sua vida, viu-se perante o doloroso dilema: «ou acabar com o jornal, ou cedê-lo outrem. Ora numa terra como a nossa, onde tudo o que é necessário e útil parece estar subjugado a um fatalismo prejudicial, deixar morrer um jornal que prestou, incontestavelmente, bons serviços e os poderia continuar a prestar no futuro, seria coisa imperdoável que cumpria evitar.

Os proprietários das «Fábricas Alba»[ ... ], como amigos desta terra e impulsionadores costumados do seu progresso […] resolveram adquiri-lo». Era uma forma eufemística de disfarçar uma realidade constante na imprensa regional - a sua debilidade ou mesmo a sua ruína económica. Na verdade, o quinzenário vai continuar, embora com uma faceta diversa, com a maioria dos habituais colaboradores, incluíndo a constante presença do seu anterior director. Além disso era também a forma de caminhar do projecto ALBA que estendia a sua influência e distribuía o seu dinheiro, animando muitas dos sectores da vida albergariense. Que me lembre, até final dos anos sessenta, os proprietários da ALBA construíram os edificios do Cíne-Teatro Alba, do Hospital e da Sopa dos Pobres. Detiveram as direcções do Clube de Albergaria, da Misericórdia, dos Bombeiros e da Presidência e Vice-presidência da Câmara Municipal. Transformaram o Sporting Clube de Albergaria no Sport Clube Alba e o seu velho Campo das Laranjeiras no «Parque de Desporto e Recreio Alba» e a Banda Albergariense na «Banda Alba», contratando teinadores e regentes, jogadores e músicos de boa craveira para prestígio da empresa e da vila. E até construíram carros de corrida «Alba» que apareceram como magníficos vencedores em provas nacionais e internacionais.

A manutenção do «Beira Vouga» era a achega, sobretudo, cultural, para a obra realizada pela Família Martins Pereira, da qual Albergaria veio a beneficiar largamente em múltiplos aspectos. A partir do n.° 117, de 15 de Novembro de 1947, o jornal passa a ser composto e impresso, primeiro na Tip. Azeméis, Lda., de Oliveira de Azeméis e, depois de 1952, na Gráfica Aveirense, de Aveiro. A sua saída começa a tornar-se irregular e o número de páginas dimimui, prenunciando o seu fim próximo. Creio que a morte prematura de Américo Martins Pereira, em 1949, quando era um promissor Presidente da Câmara terá alguma coisa ver com este facto.

0 último número que conheço é o 177, de 13 de Agosto de 1953, Ano XII. No final da colecção existente na Biblioteca Municipal do Porto, encontra-se uma carta timbrada com o nome de Albérico Pereira, datada de 22 de Dezembro de 1955, em que o último Director do jornal informa, em resposta a um postal da Biblioteca, que o quinzenário foi extinto. Aqui deixo uma ideia da primeira fase do «Beira Vouga», fonte indispensável para a compreensão de uma época que marcou a profunda viragem que, neste século agora prestes a terminar, começou a marcar profundamente a nossa região.

Alburquerque Pinho / Beira Vouga nº 407 de 1 de Setembro de 1987

BEIRA VOUGA

BEIRA VOUGA: A PROFÍQUA CAMINHADA DE UM JORNAL (1)

[Beira Vouga] é o segundo em longevidade, pois teve uma primeira fase de 12 anos (...) até à sua extinção em 1953.

BEIRA-VOUGA

SEGUNDA FASE: DEPOIS DE 1962

Recomeçou com a 2ª fase em 1 de Agosto de 1962 e vai entrar agora no 25º ano como quinzenário regionalista, ímpar na informação, no combate, na divulgação, no estudo, defesa e conservação de tudo quanto diz respeito à nossa terra e à admirável região que a enquadra.

O nome é feliz e, por tal, perdurou. A obra é útil e por tal persiste. Mas nada disso teria acontecido sem a contribuição fundamental dos muitos que a ela ficaram ligados.

Há um quarto de século, o José Figueiredo, proprietário da Tipografia Vouga e o grande responsável pela manutenção da imprensa periódica de Albergaria, nos últimos sessenta anos, decidiu lançar, de novo, mais um jornal. Conservou o título do jornal desaparecido e convidou para director o Dr. Manuel Homem Ferreira, advogado, intelectual e político de projecção nacional, deputado da Nação.

Colaborador de vários jornais, entre os quais o anterior «Beira Vouga», este nosso conterrâneo tinha sido o director de «Brisa», a excelente «revista mensal de cultura, arte, regionalismo, cinema e desporto» de que José Figueiredo, era proprietário e que a Tipografia Vouga compunha e imprimia com inúmeras gravuras e o bom gosto habitual. Nela colaboraram alguns dos mais destacados vultos da vida literária e artística nacional. Era, por isso, o director que se impunha.

Na «Nota de Abertura» do «Beira Vouga», ao anunciar o ressurgimento do jornal, afirmava que «sob a direcão de um querido amigo atingiu, nesta região um plano de indiscutível relevo» e se iria procurar que o jornal fosse uma época de aridez em que vivemos, uma tribuna de franco convívio».

E assim sucedeu durante os doze anos seguintes em que o seu nome aparece como director, dinamizando vários dos antigos, colaboradores. Título e páginas com gravuras a cores, paginação correcta nas suas 8 a 12 páginas, foram também uma afirmação de José Figueiredo e da sentida experiência da Tipografia Vouga.

Entretanto, em 30 de Novembro de 1973, o número 210 aparece, surpreendentemente, sem a indicação do nome do director e editor e assim vai continuar, com uma saída irregular até ao n.° 214, de 10 de Abril de 1974, em que, finalmente, em fundo, com fotografia, aparece o elogio e a justificação para o abandono do Dr. Manuel Homem de Albuquerque Ferreira, «devido aos seus múltiplos afazeres».

No número seguinte, que surge a 20 de Maio, com o título em grandes letras vermelhas, ao alto de toda a 1ª página, comemorando o 25 de Abril, vem na última página, sob o cabeçalho anterior o nome do novo director e editor - Amaro Ferreira das Neves, um quase desconhecido no meio. Em pequena nota na página 3, se diz que é «licenciado em Letras (Ciências Históricas) douto Director da Escola Preparatória Conde D. Henrique e Intelectual de muito mérito». A sua designação devia-se ao cumprimento de uma obrigatoriedade legal.

Nunca me apercebi que o tal «mérito» perpassasse pelo jornal, no qual creio que o referido «Intelectual» não colaborava para além das notícias da própria escola que passou a incluir.

Talvez por isso e por alteração das exigências legais, a partir do n.° 237, de 30 de Junho de 1975, sem uma palavra para o despedimento desse exógeno director e sem qualquer explicação, aparece na direcção - Jorge Manuel Arede Figueiredo, neto do proprietário, o velho José Figueiredo.

O quinzenário vai prosseguindo, apesar das perturbações que chegam à Tipografia e nele se reflectem inegavelmente.

Ao festejar os 18 anos com o n.° 331, o «Editorial» «lamenta as dificuldades, pois se antes havia espinhos, como a censura, ( ... ) agora há calhaus», como a «subida de preços que atormenta todos e a Vida de um jornal».

É o resvalar. A saída começa a ser muito irregular e o fim aproxima-se, com pesar para os seus muitos leitores e colaboradores.

A perda, porém, não chegou a consumar-se. Há pouco mais de dois anos, o nosso conterrâneo Fausto Meireles e a empresa de que é sócio agarraram arrojadamente a iniciativa. Como Director dá início a uma nova era e, mais do que isso, não deixa perder este elemento imprescindível da cultura albergariense.

É um novo período na antiga e prestimosa imprensa regional. Porque sou colaborador assíduo, a minha apreciação sobre os dois anos decorridos será suspeita.

Mas creio bem que os leitores se terão apercebido da importância e valor desta etapa, do trabalho realizado e do contributo dado desinteressadamente a toda a região.

A afirmação de Fausto Meireles, no seu primeiro editorial «Vida Nova» inserto no n.° 355, de 15 de Abril de 1985, «ao retomar a periodicidade quinzena]» ( ... ) «Procurar-se á
satisfazer a exigência - que a nós próprios impomos - de o não deixar cair na rotina, mas, pelo contrário, relançá-lo em moldes novos» está a cumprir-se.

Quando a história desta época for feita, o «Beira Vouga», de Fausto Meireles, dela constará como fonte imprescindível.

Alburquerque Pinho / Beira Vouga nº 406 de 1 de Agosto de 1987

QUINZENÁRIO REGIONALISTA DO CONCELHO DE ALBERGARIA

Com este número completa-se um ciclo de 25 anos da segunda fase da vida deste jornal. Longe do nosso pensamento, há uns anos atrás, estar hoje a comemorar este efeméride com a responsabilidade da sua direcção, edição, e...

Quando em 1 de Agosto de 1962 ressurgiu o BEIRA VOUGA sob a direcção do Dr. Manuel Homem Ferreira, todos quantos gostavam da sua terra e apreciavam a cultura, puderam constatar que este não era um jornal «provinciano». Contava, para além da capacidade invejável do seu director, com uma colaboração variada e de alto gabarito. Sem falsa modéstia sabemos até onde vão as nossas limitações. Todavia, como director, orgulhamo-nos por poder contar com colaboração do gabarito intelectual e amor a esta causa que em nada deslustram os que há 25 anos tornaram este jornal num dos mais apreciados do Distrito de Aveiro. Competirá aos historiadores fazer reviver no presente, a importância do passado, com os olhos no futuro. (…)

Fausto Meireles – Editorial - Beira Vouga nº 406 de 1 de Agosto de 1987

Em 2007 comemorou o seu 46º aniversário. Actualmente pertence ao Grupo Média Centro e abrange os concelhos de Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga.

A VOZ DE ANGEJA


A VOZ DE ANGEJA - Semanário, órgão dos interesses de Angeja e do Concelho. Saiu em 29 de Julho de 1906 e terminou em 20 de Maio de 1911, com o n° 250. Formato: 0,28X0,45. Director e redactor principal: Camilo Rodrigues-Administrador L. Pádua e editor Tomás de Pinho Ravara. Tipografia do Largo do Espírito Santo, Aveiro. Do n° 20 em diante, passou a administrador A. S. Pouco depois, desapareceu o nome do editor, que só aparece com o número 221, figurando então Guilherme Dias Capela no cargo.

O VESICATÓRIO

O VESICATÓRIO - Decano dos periódicos locais, político verrinoso. Publicaram-se 12 números mensais, tendo o primeiro a data de 1 de Maio de 1864. Saía de um velho prelo de madeira, no Convento de Serem, sendo gratuita a sua distribuição, que era clandestina e de noite. Veio a saber-se, depois, quem eram os redactores, compositores e impressores: - António Augusto Henriques Ferreira; Padre Manuel Ferreira Varela; Manuel Joaquim Santiago, de Sagadães, e Augusto Avelino Pinto Vítor. O seu formato era igual ao de uma folha de papel almasso: 0,31X21.

TRIBUNA LIVRE

TRIBUNA LIVRE – [1910-1913]

O TRAQUINAS

O TRAQUINAS - Quinzenário noticioso, literário e humorístico, que se imprimia na Tip. Silva. Apareceu em 4 de Abril de 1920 e findou com o nº 17, em 2 de Fevereiro de 1922. Director - Álvaro Faca ; redactor - Viriato da Costa Vidal; secretário - Evaristo Ferreira ; administrador - Mário Pinheiro e editor Filipe Geraldo. Com o n° 4, houve mudança no pessoal e assim Geraldo passou a director e editor, Evaristo Ferreira foi promovido a redactor e na administração ficou o mesmo. Dois números depois, nova alteração se deu no pessoal e ficaram assim os papéis: na direcção - Álvaro Faca; Viriato Vidal - na redacção, e Geraldo, editor. Formato: 0,29X0,44.

O TIMBRE

O TIMBRE - Semanário independente, que saía aos domingos, aparecendo o primeiro número em 4 de Outubro de 1891. Era impresso na Tipografia Gutenberg, de Águeda.
Com o n° 23, apareceu como sendo de Águeda e lá continuou até ao n° 50, de 11 de Setembro de 1892, com que terminou.Foi seu administrador - Luís José Rodrigues de Almeida. José Maria dos Santos Trinta foi o editor. Formate: 0,24X0,38.

A SITUAÇÃO

A SITUAÇÃO - Semanário independente, tratando a política, letras e factos e que se publicava aos domingos. Era impresso em Lisboa e começou em 11 de. Outubro de 1892 e terminou em 30 do mesmo mês e ano, com o nº 3. Directores foram: Domingos Guimarães (João Azul) e Monteiro de Barros. Editor - Napoleão Luís Ferreira. Leão. A redacção era na rua do Arco do Bandeira, 70, Lisboa. Jornal bem redigido. Formato: 0,25X0,40.

O MOVIMENTO





O MOVIMENTO - Bi-semanário, impresso em Tip. própria de José Matias Marques de Lemos, da casa que era dele e hoje é o Clube. Publicava-se às 4.ªs e sábados, começando em 1 de Dezembro de 1888 e terminando com o número 133 em 2 de Abril de 1890. Redactores foram, até ao número 26, Patrício Teodoro A. Ferreira e Francisco António de Miranda, administrando-o Manuel de Oliveira Campos Júnior. Formato:0,25X0.39.


A RELIGIÃO DA MULHER

A RELIGIÃO DA MULHER – [Começou em 24/12/1890 [ou 26/4/1890?]; Dir. Maria Emilia de Oliveira]



Referenciado em várias obras:


- "O legado educacional do século XIX" de Dermeva Saviani (2006)


- "Imagens da mulher na imprensa feminina de oitocentos: percursos de modernidade" de Ana Maria Costa Lopes (2005)

POVO DE ANGEJA


POVO DE ANGEJA.[ Quinzenário que durou de 27-12-1924 a 31-10-1932, dirigido pelo Dr. Santos Reis]
O jornal publicou-se com bastante irregularidade e terminou com o n.º 176, em Outubro de 1932. Este publicou-se em simultâneo, com o despertar de Angeja, que reapareceu a 27 de Março de 1927, o periódico agora denominado“Quinzenário independente e defensor dos interesses regionais”
O periódico não passou do nº5, terminando a 29 de Maio do mesmo ano.

A MOCIDADE

A MOCIDADE - Folha literária, que iniciou a sua publicação em 1 de Junho de 1883.

MORALIZADOR

MORALIZADOR - Saiu apenas o primeiro número, em 30 de Agosto de 1928, impresso na Tip. Luso, de Aveiro, e sendo seu proprietário o Dr. Santos Reis e director e editor Manuel José da Costa Guimarães. Substituiu o POVO DE ANGEJA. Parece que de moralizador teve apenas o nome. Formato: 0,28 X 0,42.

O MEXERIQUEIRO

O MEXERIQUEIRO - Semanário e folha humorística ao preço avulso de dez reis. Impresso na Tip. do Correio de Albergaria, não indicava nomes de redactores, editores, nem o local da redacção. Trabalho dos rapazes de então, saíram apenas três números. O primeiro publicou-se em 14 de Março de 1897, e o último em 19 de Setembro do mesmo ano. Formato: 0,14 x 0,19.

JORNAL D'ALBERGARIA


JORNAL D’ ALBERGARIA - Semanário independente, impresso em tipografia própria. Começou em 13 de Maio de 1911 e ainda continua. Director, primeiro, Domingos Guimarães, redactor Eugénio Ribeiro e secretário e editor Albérico Ribeiro.
Domingos Guimarães, porque o jornal se envolveu em negócios políticos, abandonou o lugar no n° 11, sendo substituído no n° 12 por Eugénio Ribeiro; Albérico passou a redactor e editor e Manuel Silva tornou conta da administração. Quando o nº 140 apareceu, trouxe Albérico como director, editor e proprietário, e Mário I.. Ferreira como secretário.
Retirando-se o director para Lisboa, em 1919, Eugénio Ribeiro tomou-lhe o lugar, o que aconteceu com o n° 410, que apresentou cabeçalho novo. Novamente reassumiu Albérico o seu lugar com o n° 488, passando o jornal a ser «defensor dos interesses do concelho».
No nº 754, dizia-se: «periódico independente, fora e acima dos partidos, defensor dos interesses do concelho e da região da Beira-Vouga.
Teve como secretários António da Maia Mendonça e A. A. de Carvalho. Nos primeiros tempos, aparecia às vezes com 6 e 8 páginas; mais tarde, aparecia muitas vezes apenas com duas.
Formato: 0,28X0,44.
1911 (ano 1, nº1)
1970 (ano 58, nº2182 )
A partir de 1993 passou a ser publicado o "Jornal de Albergaria" que ainda está activo.

GAZETA DE ALBERGARIA

GAZETA DE ALBERGARIA - Semanário republicano-democrático, impresso primeiramente, na Tip. Cirne, de Estarreja, e depois com o n° 14, na Tip. Vouga, de Albergaria. Saiu o primeiro número em 19 de Dezembro de 1925 e terminou em 3 de Janeiro de 1931, publicando-se 220 números. Foi seu primeiro director Delfim Alvares Ferreira, redactor Leandro Ferreira e secretário Manuel Mourisca. Um ano depois, foi seu director Álvaro Faca e depois apareceram Fernando Tinoco e Leandro Ferreira.

A GAZETA


A GAZETA – [1934]

Director José de Figueiredo

Aparece referenciado, conjuntamente com o Jornal de Albergaria, na "Grande enciclopédia portuguesa e brasileira", Vol. I, página 727.

O DESPERTAR DE ANGEJA


O DESPERTAR DE ANGEJA - Semanário independente, noticioso e literário, impresso na Tipografia Progresso, de Aveiro. Começou em 4 de Janeiro de 1924 e terminou com o nº 50 em 11 de Janeiro de 1925. Direcção, editores e proprietários, Dr. Ricardo Souto - A. M. Nogueira - Camilo Rodrigues - Manuel Araújo e Adelino Bastos. Formato: 0,27X0,40.
Mais tarde, com o fim de atacar o Dr. Santos Reis, apareceu com o mesmo nome um quinzenário, que se dizia independente e defensor dos interesses de Angeja. Foram seu redactor, proprietário e editor Arménio Martins e secretário da redacção C. Meneses Leite. Saíu o 1º número em 27 de Março de 1927 e terminou em 29 de Maio do mesmo ano (N° 5). Impresso na Tip. Progresso, de Aveiro, sendo a redacção na rua do Guedes, 5, 3°, em Coimbra. Formato: 0,29X0,46.

FOLHA DE ALBERGARIA

FOLHA DE ALBERGARIA - Semanário imparcial, noticioso e comercial, impresso na Imprensa Aveirense. Saíu em 19 de Julho de 1888 e terminou em 14 de Outubro do mesmo ano, havendo-se publicado apenas 12 números. Redactor e proprietário - João Luís de Resende. Formato: 0,25 X 0,36.

A DEMOCRACIA DO VOUGA

A DEMOCRACIA DO VOUGA - Semanário democrático, que apareceu em 11 de Junho de 1915 e terminou em 1 de Junho de 1917. Director, editor e proprietário - João Luís de Resende, O n° 72 apareceu com o nome de Maria Emília de Resende, como redactora. Em virtude de um conflito de que resultou a morte de Carlos Leandro, com o processo crime, que foi dos mais célebres da comarca, terminou este jornal. Formato: 0,30 X 0,48.

CORREIO DE ANGEJA E ALBERGARIA


CORREIO DE ANGEJA E ALBERGARIA - Semanário, que defendia os interesses do concelho. Este jornal foi a fusão de dois: Correio de Albergaria e Voz de Angeja. Principiou em 3 de Junho de 1911, com o n° 458 do Correio, e findou em 24 de Abril de 1915, com o n° 705. Proprietário, director e Redactor - Camilo Rodrigues. Tipografia própria. Formato 0,39X0,58.

CORREIO DE ALBERGARIA

CORREIO DE ALBERGARIA - Semanário independente, impresso em tipografia própria. Começou em 3 de Dezembro de 1896 e suspendeu em 13 de Abril de 1899, com o n° 122. Foram seus redactores o Dr. Eduardo Silva e João de Pinho. Reapareceu em 14 de Março de 1901 sob a direcção do Dr. António de Pinho e assim se manteve até 30 de Janeiro, de 1908, findando com o nº 356 desta série ou 478 da numeração geral.
Vendida a tipografia para Angeja, ali continuou até 18 de Maio de 1911, tendo como redactores Camilo Rodrigues e Eugénio Ribeiro. Formato: 0,35 X 0,32 - 0,40 X 0,57.

O CONDOR

O CONDOR - Gazeta humorística, que não indicava redactores, editor nem tipografia. Era impresso na Tipografia do Correio de Albergaria e os seus redactores, que assinavam com pseudónimos, foram Daniel de Pinho, Eugénio Ribeiro e Cassiano Barreto. Saíu apenas um número, em 7 de Abril de 1901. Formato: 0,15X0,22.

CONCELHO DE ALBERGARIA / O PROGRESSO D' ALQUERUBIM

O progresso d'Alquerubim
CONCELHO DE ALBERGARIA [a partir do nº 14 mudou de nome para O PROGRESSO DE ALQUERUBIM] - Semanário literário-noticioso, defendendo o partido democrático local e de Alquerubim. Apareceu. em 28 de Outubro de 1911 e até ao n° 13 (20 de Janeiro de 1912) conservou o mesmo nome. Dirigiu-o o Dr. José Nogueira Lemos, sendo redactores José Dias Aidos e Vítorino P. Tavares. No n° 3, declarou-se republicano radical e no n° 7 António Augusto de Miranda substituiu o primeiro director. Impresso na Minerva Central, Aveiro, Formato: 0,28X0,46. Reapareceu em 5 de Julho de 1917 e terminou, com o nº 193, em 21 de Junho de 1919. Foi seu director e editor, até ao n° 51, o Sr. António Augusto de Miranda, daí até ao n° 80, António Lebre e depois José Dias Aidos, sendo redactores Vicente Faca e António José Pereira. Teve Tipografia própria, nas Cruzes, que mudou depois para a Rua de Gonçalo Eriz e depois ainda para o Largo da República. Era semanário republicano. Formato: 031 X 0,46.


http://purl.pt/24346

O progresso d'Alquerubim / dir. António Augusto de Miranda. - A. 1, nº 15 (3 fev. 1912) - a. 3, nº 106 (8 Nov. 1913 ;Nº extra (12 jan. 1916) - nº extra (5 out. 1916). - Alquerubim : David Pereira Lemos, 1912-1916. - 44 cm

O CLAMOR

O CLAMOR - Semanário, orgão político-noticioso. Apareceu em 8 de Agosto de 1891 e findou em 27 de Fevereiro de 1892, com o n° 30. Impresso na Tipografia local. No primeiro número, não indicava quem era o redactor e apenas na 4ª página, ao fundo, Napoleão Luís Ferreira se inculcava seu editor. Já no segundo número, como director e proprietário se anunciava que era João Luís de Resende. Formato: 0,26X0,40.

O CAFETEIRO

O CAFETEIRO - Publicou se em 20 de Maio de 1925 - número único, apenas com duas páginas, saído da Tipografia Silva. Era uma troça a António Silva, proprietário, então, de um café local. Formato 0,23X0,32.

O BINÓCULO

O BINÓCULO - Quinzenário noticioso, literário e humorístico. Principiou em 1 de Abril de 1917 e findou, publicados 46 números, em 1 de Abril de 1919. Director- Francisco Ferreira da Silva; Redactor-João de Matos; Secretários - Mário Pinheiro e Gualberto Lemos; Administrador - Alfredo Campos, e Gerente - Guilherme Pedro. Editor - João Moreira. Foi o jornal da rapaziada de então. Formato: 0,21 X 0,31.

O BOUQUET DE ANGEJA

O BOUQUET D' ANGEJA - Semanário literário, impresso na Imprensa Real, da P. de S.ta Teresa, no Porto. Redacção na Rua dos Caldeireiros, 250, da mesma cidade. Teve início em 8 de Maio de 1887 e terminou em 15 de Fevereiro de 1888, com o n.º 58.

Quando apareceu o n° 20, passou a chamar-se GAZETA DE ANGEJA (20 de Julho de 1887) e com esse título findou. Foi seu director e redactor o então terceiranista de medicina, Ricardo M. Nogueira Souto. Teve muito boa colaboração. Formato: O,17X0,39.

O ARTISTA

O ARTISTA - Jornal humorístico, literário e noticioso. Dentro da República, conservador. Saiu em 29 de Setembro de 1915 e terminou, oito números depois, em 19 de Janeiro de 1916. O seu director e editor, José Henriques de Almeida, fê-lo um jornal de combate e nele a má-língua armou arraiais. Formato: 0,19X0,30.

O ANUNCIADOR

O ANUNCIADOR - Saíu apenas um número, em 31 de Março de 1920. Director e editor António P. Gomes e administrador sua Esposa Maria Vitória Gomes. O Gomes era dentista, natural da ilha da Madeira.

O ALBERGARIENSE

O ALBERGARIENSE - Semanário das sextas-feiras, imparcial, literário e noticioso. Saiu o primeiro número em 3 de Junho de 1892 e findou com o n° 152 em 1 de Junho de 1895. Publicou-se sob a direcção de José Augusto Henriques Pinheiro, que era também administrador. Tipografia própria. No suplemento ao último número, deu a razão do seu termo: - O Juiz da comarca, que era o Dr. António de Oliveira Guimarães, não permitia a publicação dos anúncios dos inventários orfanológicos. - Morreu de inanição. Formato: 0,24X0,38.

JORNAIS E REVISTAS DE ALBERGARIA-A-VELHA

IMPRENSA PERIÓDICA DO DISTRITO DE AVEIRO

JORNAIS E REVISTAS DE ALBERGARIA-A-VELHA

Artigo de António Zagalo dos Santos no "Arquivo do Distrito de Aveiro".

Nota: Devemos estes apontamentos, que quási ipsis verbis copiámos, à gentileza do Ex.mo Sr. Dr. António de Pinho, de Albergaria, curioso, também, destas antiqualhas.

Seguindo os seus apontamentos, damos aqui - O Vesicatório - como de Albergaria, folha que encontrámos como de Águeda no “Jornalismo Português” de A. X. da Silva Pereira. Também aqui mencionamos, embora da lista em referência não conste, A Mocidade, porque a vimos no referido livro.