31.5.14

Imprensa local

NOTA INTRODUTÓRIA

A imprensa do concelho de Albergaria-a-Velha comemora a 1 de maio de 2014 o seu 150.° aniversário. Por ocasião do dia Internacional da Liberdade de Imprensa, 3 de maio, a autarquia assinala estas duas efemérides através da inauguração de uma exposição documental e de uma Mesa Redonda que reúne diretores e ex-diretores dos mais recentes veículos de comunicaçào escrita do concelho.

Com a presente exposição pretende-se trazer ao conhecimento do público em geral a diversidade de títulos que se editaram no concelho ao longo de 150 anos. Foram muitos os títulos, bem como os seus formatos, dimensões, géneros, orientações políticas, de cariz satírico ou formal, mas em cujas páginas se registaram factos e que passaram a perpetuar-se no tempo, criando assim um alforge de informacão histórica de grande utilidade para os tempos futuros.

Foram muitos também os homens e mulheres que dispuseram do seu tempo, do seu saber e dos seus bens, de forma muitas vezes abnegada, e que tornaram possível comemorarmos hoje esta efeméride.

Mas ao longo de todo este tempo existiram outras publicações que aqui não citamos, quer pelo caráter efémero ou motivacional, como o “Campinho” de que saiu um número único, “A Mensagem”, boletim paroquial de Alquerubim, A Semente, órgáo informativo da paróquia de Albergaria-a-Velha, “O Colegial”, órgão do Colégio de Albergaria, ou o “Boletim Municipal” ou “Albergaria em revista”, de cariz puramente mumcipal, entre tantas outras publicacões ou boletins informativos editados por diversas associações do concelho.

Procuramos reunir apenas aqueles títulos da chamada “imprensa local”, seguindo no essencial o criterlo e as palavras de António de Pinho na sua obra “Albergaria-a-Velha e o seu concelho”; Albergaria-a-Velha, 1959.

Que seja útil para o público escolar e para todos aqueles que apreciam as coisas do concelho de Albergaria-a-Velha.

Dr. Delfim Bismarck Ferreira
Vice-Presidente da Câmara Municipal de Albergana-a-Velha

(Nota introdutória da interessante brochura com informação e imagens dos títulos da imprensa regional publicados no concelho)

28.5.14

Exposição "150 anos da Imprensa Local"


http://www.youtube.com/watch?v=tf--bV0qThA

Reportagem sobre a exposição "150 anos da Imprensa Local", que esteve patente na Biblioteca Municipal até ao fim de Maio de 2014.

Um trabalho efetuado pela equipa de estagiários do Curso Profissional Técnico de Multimédia.


8.5.14

150 anos da Imprensa Local

No âmbito da Comemoração dos 150 anos da Imprensa Local no concelho de Albergaria-a-Velha e do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, a Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha assinalou, na tarde de 3 de maio, estas efemérides com a inauguração de uma exposição documental sobre o tema e uma Mesa Redonda aberta à Comunidade, que reuniu representantes dos veículos de comunicação informativa locais.

A exposição documental 150 anos da Imprensa Local pretende trazer ao conhecimento do público a diversidade de títulos que se editaram no concelho ao longo de um século e meio. Nesta mostra, é possível admirar diferentes formatos, géneros, orientações políticas, bem como a evolução gráfica e de conteúdo de alguns títulos emblemáticos, como o Correio de Albergaria, Jornal de Albergaria ou Beira Vouga e tantos outros que pela primeira vez são apresentados e que de alguma forma surpreenderam o público. Esta também é uma forma de agradecimento a todos aqueles que, ao longo de um século e meio, quantas vezes com sacrifício pessoal e familiar, trouxeram a público jornais que relatam os acontecimentos de 150 anos de tudo o que de relevante foi acontecendo no concelho.

Após a inauguração da exposição, Helena Vidinha (D´Angeja), Mário Jorge Lemos Pinto (Jornal de Albergaria), Amaro Neves, Fausto Meireles, Augusto Silva e Fernanda Ferreira (Beira Vouga) e Sara Vinga da Quinta (Correio de Albergaria) partilharam as suas opiniões e experiências sobre os órgãos de comunicação locais numa Mesa Redonda. Na generalidade, todos concordam que os tempos não estão fáceis para os jornais locais, que exigem um grande espírito de entrega e bastante polivalência para chegarem ao público. Infelizmente, por vezes parece que os leitores não valorizam o jornal da sua terra, especialmente os mais jovens, mas não há dúvida de que têm um papel importantíssimo na comunidade. A imprensa local consegue gerar sentimentos de pertença e ajuda a construir a identidade de um território. É de destacar, ainda, que os jornais podem ser um elo entre a terra natal e os portugueses espalhados pelo Mundo, que gostam de conhecer as notícias do seu concelho,

CMA, 07/05/2014


Por ocasião do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, a Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha celebrou os 150 anos da Imprensa Local reunindo, em Mesa Redonda aberta à Comunidade, representantes dos veículos de comunicação informativa da região.
Fernanda Ferreira - Beira Vouga, dir. 2008-
Augusto H. Silva - Beira Vouga, dir. 1991-2005
Maria Helena Vidinha Trindade - D´Angeja, dir. 2004-
Delfim Bismarck Ferreira - Correio de Albergaria, dir. 2012-2013 (moderador)
Sara Vinga da Quinta - Correio de Albergaria, dir. 2013-
Mário Jorge Lemos Pinto - Jornal de Albergaria, dir. 1993-2011
Fausto Meireles - Beira Vouga, dir. 1985-1991
Amaro Neves - Beira Vouga, dir. 1974-1975

Rui Tavares - Arauto de Osseloa, dir. 1984-1985 (ausente)

Foi produzida uma brochura muito interessante alusiva à exposição com informação sobre os vários títulos e reprodução dos jornais em exposição ou dos cabeçalhos dos mesmos.

A exposição documental estará patente durante o mês de maio de 2014 na Biblioteca municipal de Albergaria-a-Velha.


29.3.14

Exposição em Maio de 2014


Exposição 150 anos da Imprensa Local (Concelho de Albergaria-a-Velha)

Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha

Exposição durante o mês de Maio de 2014

3 de Maio de 2014 - Mesa redonda com directores de alguns dos mais recentes jornais locais (Beira Vouga, Correio de Albergaria, D'Angeja, Jornal de Albergaria, Linha da Frente e O Arauto de Osseloa)

03.MAIO.2014 - 17H. Mesa Redonda 150 ANOS DA IMPRENSA LOCAL - Inauguração da Exposição Documental


24.8.12

Livros e jornais

Os objectivos deste blog passam pela disponibilização na internet de informações sobre os títulos publicados na imprensa local de Albergaria-a-Velha. É um mero repositório de algumas informações que tínhamos em nosso poder. A maior vantagem é poder estar disponível para um maior número de pessoas interessadas nestes assuntos.

No blog aproveitámos sobretudo o estudo sobre a "imprensa periódica do distrito de Aveiro" de António Zagalo dos Santos publicado, em 1943, no "Arquivo do Distrito de Aveiro" vol. IX, nº 36 porque era a informação que tínhamos em nosso poder.

O livro "Albergaria e o seu Concelho" (1944-1957) do Dr. António de Pinho tem uma secção dedicada aos jornais locais e os dados não são muito diferentes da informação que tinha disponibilizado anteriormente a Zagalo dos Santos . No blog foi feita uma entrada com as poucas diferenças entre o artigo e o que aparece no livro.

Aquando do falecimento do Dr. Albuquerque Pinho, ocorrido em 30/09/2002, foram referidos alguns dos projectos que deixou por publicar, nomeadamente: 1/Roteiro de Arte Nova; 2/ Personalidades;  3/Jornais de Albergaria; 4/Colectânea de artigos publicados na imprensa albergariense; 5/Livro de Poemas; ou 6/Monografia de Alquerubim. Alguns seriam em colaboração com o Dr. Delfim Bismarck Ferreira.

O Dr. Delfim Bismarck Ferreira revelou, no dia 14 de Agosto de 2012, no facebook do grupo Amo A Minha Terra que estaria "quase pronto um livro sobre a imprensa no concelho de Albergaria". Como a empresa proprietária do novo "Correio de Albergaria", da qual foi primeiro director, também se vai dedicar à edição de livros não deverá demorar uma edição mais completa e mais cuidada sobre o tema.

Poderia ser completada com uma exposição, também referida anteriormente, com os vários títulos conhecidos. Recordamos também a doação feita recentemente, ao Arquivo Municipal de Albergaria, pelos herdeiros de José Figueiredo (Tipografia Vouga).

31.8.11

JORNAL DE ALBERGARIA



Longe vai o ano de 1993 em que um grupo de albergarienses se congregou em torno do projecto de (re) construir um jornal verdadeiramente local que, com seriedade, empenho e inteligência, servisse o concelho de Albergaria-a-Velha.

Servir Albergaria era encarado sob duas perspectivas: por um lado, dar notícia dos pequenos/grandes acontecimentos da vida das nossas gentes e das nossas instituições. Notícias que não teriam lugar em jornais de maior dimensão, mas que nos interessavam, pois, fazendo parte do nosso quotidiano, eram pedaços da nossa vivência mais chegada. Por outro lado, discutir a nossa comunidade e a nossa terra, pensando uma e outra como uma realidade histórica, vindo coerentemente do passado e projectando-se no futuro.

Interessava um jornal local que soubesse colocar com clareza questões eternas e tão óbvias como as de saber 'de onde vimos´, 'quem somos´, 'para onde vamos'. Ou seja, questões de identidade sócio-cultural.

Infelizmente, da equipa inicial de pessoas que pensaram o projecto, poucos foram os que vieram a participar regularmente na sua execução. Bem decisiva, pelo contrário, veio a revelar-se a colaboração e o apoio de quem não foi fundador, mas que abraçou o projecto de um jornal local com entusiasmo e verdadeiro sentido cívico.

Mário Jorge L. Pinto, Jornal de Albergaria, 25/02/2004

O Jornal de Albergaria é um jornal quinzenal que foi fundado no dia 15 de Fevereiro de 1993. É um projecto informativo de serviço público que tem como objectivo corresponder às necessidades dos cidadãos que se preocupam com o desenvolvimento, evolução e bem-estar do concelho de Albergaria-a-Velha.

As linhas de orientação são o rigor e isenção, conceitos bases no jornalismo, apostando na diversidade de informação com o intuito de ir ao encontro do interesse público dos cidadãos.

A primeira e única preocupação do Jornal de Albergaria são os leitores.

Jornal de Albergaria, 31/10/2005

O Jornal de Albergaria é um jornal quinzenal que foi fundado no dia 15 de Fevereiro de 1993. Terminou em 12 de Agosto de 2011 com a publicação do nº.420.

Era propriedade da Cooperativa do Jornal de Albergaria e o primeiro e único director  foi Mário Jorge de Lemos Pinto

Anteriormente tinha existido o “Jornal d'Albergaria” que apareceu no dia 13 de Maio de 1911 e se manteve durante sessenta anos.

26.10.10

Jornais de Angeja

Angeja pode orgulhar-se não só de ter com o seu nome os primeiros jornais do concelho, mas de ter vários periódicos ao longo de quase meio século, os quais sempre despertaram o maior interesse entre os angejenses e gente de outras terras em redor. Eles contribuíram para a difusão de ideias e de notícias pelos centros de emigração; deram opiniões sobre a vida e as ansiedades locais; foram críticos, por vezes exagerados; concorreram para angariação de fundos para obras de interesse local; e são hoje fonte para o conhecimento da época.

O BOUQUET D'ANGEJA foi o primeiro. Surgiu no dia 18 de Março de 1887. Apresentava como redactores Ricardo M. Nogueira Souto e Aníbal de Leão. O primeiro era natural de Angeja e então terceiranista de Medicina e o segundo era funcionário dos correios no Porto e poeta. Saíra da Imp. Real de Pereira da Silva, Praça de Santa Teresa-Porto e a redacção situava-se na Rua do Pinheiro, 61-Porto.

-----A apresentação do semanário sob título "A nossa missão" é bem o reflexo do sonho de Ricardo Souto de difundir a instrução e o progresso, tão à moda da época. Diz que vem preencher uma lacuna, pois "É a instrução o credo fundamental déste semanário (...) será um tanto noticioso e não de todo estranho à politica do nosso concelho e d'Angeja, (...) parecerá temeridade (...) crear um jornal n'uma terra tão obscura como é Angeja (...)".

-----O primeiro número é predominantemente literário, trazendo algumas notícias políticas do país e nenhuma de Angeja, continuando quase sempre assim. A partir do nº 20, de 20 de Julho de 1887, passou a denominar-se GAZETA D'ANGEJA, título com o qual terminou em 15 de Fevereiro de 1888, nº 51, menos de um ano depois.

A VOZ D'ANGEJA apareceu em 29 de Julho de 1906, como "semanário independente, órgão dos interesses d'Angeja e do concelho d'Albergaria-a-Velha". Era seu "Director e Redactor principal - Camilo Rodrigues; Administrador - L. Pádua e Director - Thomaz de Pinho Ravara". A Redação e Administração ficavam na Praça - Angeja e a Comp. e Imp. fazia-se na Typ. a Vapor - Largo do Espírito Santo, Aveiro.

-----O Director, então com 31 anos, dirigiu jornais em Angeja ininterruptamente durante nove anos, o que é um assinalável feito. Continuou a colaborar em jornais do concelho e nos posteriores de Angeja. Em 1923 deixou a vila, tendo-se fixado em Lisboa.

-----Na apresentação do seu periódico diz o Director "É o jornal, hoje, a forma vibrante de manifestar uma ideia (...) Angeja, ninguém pode negá-lo, é hoje uma terra de largos recursos materiais, a qual tem tido por instrumentos da sua riqueza uma iniciativa e actividade incomparáveis exercidas (...) por muitos dos seus filhos dispersos por differentes e distantes partes do paiz e do mundo. (...) É enorme (...) o culto pelo progresso da sua terra (...) onde residem as cinzas dos seus maiores. Por isso chamavam muitos pela criação d'um jornal na sua terra que synthetize a mais sãs e legítimas aspirações d'ella e delles. (...)."

-----Foi um jornal noticioso, combatente pelo progresso da terra, tendo divulgado em razoáveis gravuras aspectos da população e das belas paisagens ribeirinhas, bem como publicou fotografias de diversos beneméritos locais, cuja obra difundiu.

-----Terminou em 1910, com o nº 250, quando Camilo Rodrigues, tendo comprado a sua tipografia, associou os dois periódicos sob o título CORREIO DE ANGEJA E ALBERGARIA, surgindo em 3 de Junho de 1911, impresso em Angeja, em tipografia própria. Denominava-se "Orgão dos interesses do concelho de Albergaria-a-Velha" e tinha como Proprietário, Director e Redactor, Camilo Rodroigues, cujo nome vinha não em letra de imprensa, mas em assinatura floreada. O Editor era Guilherme Dias Capela. De um lado do título trazia uma fotografia panorâmica de Angeja e do outro uma de Albergaria ambas de má qualidade as quais, depois de alguns números, não passavam de enormes borrões negros, acabando por ser eliminadas. O primeiro número vinha com o nº 518 que era o seguinte da numeração do Correio de Albergaria e o nº 251 de A Voz d'Angeja. O novo periódico perdeu a maioria das facetas locais dos seus antecessores tendo-se voltado para a política nacional, dado o impacto da implantação da República.

-----Veio a terminar em 1 de Maio de 1915.

Em 4 de Janeiro de 1924 surgiu "O DESPERTAR DE ANGEJA" como "Semanário Independente, noticioso e literário", apresentando: "Direcção, Editores e Proprietários - Dr. Ricardo Souto, A.M. Nogueira, Camilo Rodrigues, Manuel Araújo e Adelino Bastos". Era composto e impresso na Tip. Progresso - Aveiro.

-----O Director, que se mantém até final, é o Dr. Ricardo Souto, já então regressado à sua terra. Dos redactores iniciais logo saiem Camilo Rodrigues e Adelino Bastos, este para o Brasil, de onde ainda colabora, e aquele para Lisboa.

-----Na apresentação, sob o título "Aos Conterraneos e Visinhos", o Director diz que o jornal "representa um pensamento de puro patriotismo e de sinceros intuitos educativos" ideia que manifestara já no seu primeiro semanário. Dirige-se aos emigrantes - "seus filhos mourejando a vida com o fim de virem mais tarde repousar na terra natal", porque "este jornal pela sua feição noticiosa e ao mesmo tempo defensor e propagandista dos interesses morais e materiais desta região (...) é mensageiro de boas novas para os que desta região vivem ao longe e ao perto (...)". Ainda "representa este jornal um intuito sinceramente educativo. É esta a sua feição principal. Sem desprimor para ninguém (...) é a falta de educação a causa suprema da anarquia mental e social que tanto caracteriza o nosso meio (...)"

-----O periódico, com esta intenção tão cara ao director, teve interesse geral e nele ainda hoje se encontram, para além de notícias da época, uma série de memórias históricas da autoria do Prior António Marques Nogueira com utilidade para conhecimento do passado comum.

-----Durou um ano, pois terminou com o nº 50, em Janeiro de 1925.

O POVO DE ANGEJA apareceu em 27 de Dezembro de 1924, como "Defensor dos interesses da Freguezia". Tinha como"Proprietário, Director e Editor - Dr. Santos Reis, Redacção e Administração - Angeja. Comp. Imp. Cyrne - Estarreja. Colaboradores - Podem ser pessoas honestas".

-----Na sua apresentação se afirmava que este quinzenário comum "verdadeiro defensor desta terra e ao mesmo tempo farol brilhante e capaz de guiar a bom caminho este povo (...)". "Defendendo os interesses cá do burgo, se louvarão os bons actos e castigarão os maus e os criminosos (...)". E ainda "nesta árdua tarefa a fim de espalharmos Luz e Instrução".

-----Logo no primeiro número, ao longo de quase duas páginas, se vê a intenção básica do periódico, numa questão pessoal do Director, contra familiares e outras pessoas, "afecta à Justiça da Comarca de Albergaria-a-Velha". A agressividade expressa em virulentos ataques pessoais provocou processos judiciais e um mal-estar generalizado. O Directo era médico em Lisboa e nas férias anunciava no jornal que exercia medicina na sua casa de Angeja.

-----Dadas as características do semanário, a Redacção e Administração mudaram diversas vezes, passando por Estarreja, Aveiro e Lisboa onde se fixou a partir do nº 42. Publicou-se com bastante irregularidade. Trazia, no entanto, com alguma frequência notícias locais e chegou a divulgar gravuras com postais de Angeja, em má impressão.

-----Terminou com o nº 176 (ano 8º), em 31 de Outubro de 1932, segundo creio, pois não encontrei qualquer outro jornal com data posterior.

-----Recuperando o título e a gravura de O DESPERTAR DE ANGEJA, saiu em 27 de Março de 1927 o nº 1 da II série deste periódico, agora denominado "Quinzenário Independente e Defensor dos interesses Regionais". Tinha como Proprietário, Director e Editor - Arménio Martins e como Secretário de redacção - C. Menezes Leite. A Redacção e Administração eram na Rua do Guedes, 5 - 3º Esq. Coimbra e imprimia-se na Tipografia Progresso, de Aveiro.

-----Foi uma réplica ao periódico do Sr. Santos Reis a quem atacava com a mesma linguagem e conceitos semelhantes. O Director era então estudante de Direito em Coimbra, embora natural de Angeja, tendo chegado posteriormente a advogar na Comarca de Albergaria-a-Velha.

-----O periódico não passou no nº 5, com data de 29 de Maio de 1927.

-----Todos estes jornais, com facetas bem distintas, fazem hoje parte do património cultural de Angeja.

http://7mares.terravista.pt/angeja/imprensa.html

Dados constantes do livro sobre Angeja do Dr. Albuquerque Pinho. Alguns dos dados dos vários periódicos já estavam no blog.